É com muito orgulho que divulgamos o VIII Encontro Regional dos Estudantes de Nutrição – ERENUT Sul. O evento é organizado pela Executiva Nacional de Estudantes de Nutrição – ENEN, com apoio dos diretórios acadêmicos e estudantes, a fim de debater amplamente sobre o presente e o futuro da profissão e da educação na área de Nutrição na região sul do Brasil.

Em breve, mais informações sobre as inscrições.

Segue e curte a página! https://www.facebook.com/erenutsul2018/

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A Federação Nacional dos Nutricionistas (FNN) convoca os nutricionistas a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que ocorrerá no dia 24 de janeiro (quarta-feira), no auditório Élido Bonomo, na sede do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN9).

A participação dos profissionais é muito importante, pois durante o evento serão discutidos assuntos referentes ao movimento sindical mineiro, principalmente diante do cenário atual sobre a fragilidade do trabalhador nas relações contratuais, como também as alterações na Justição do Trabalho.

O evento conta com o apoio do CRN9, que está localizado na Rua Maranhão, 310, 3º andar, Santa Efigênia.

RETROSPECTIVA ENEN – 2017

E hoje fechamos mais um ciclo, mais um ano que se encerra. Em 2017, a ENEN pôde, mais uma vez, juntamente de todos os ca’s e da’s do movimento estudantil de nutrição (MEN) garantir os encontros estudantis, como o ERENUT N/NE que ocorreu esse ano em Fortaleza – CE, o ERENUT SE ocorrido em Botucatu – SP, o ENENUT que foi realizado em Palmas – TO e o RONEBAN que fechou os encontros do ano e ocorreu em Porto de Galinhas – PE. Os encontros, mais uma vez, proporcionaram excelentes e importantes debates, fortalecerem o MEN, reuniram diversos estados promovendo o compartilhamento de diversas realidades e opiniões nos espaços, além do compartilhamento de vivências e incentivo ao início de novas. A ENEN também se fez presente em muitos espaços, como, por exemplo, o III Encontro Nacional de Formação Profissional, o 7º Encontro Nacional Contra a Privatização do SUS e espaços de discussão a respeito da Nova Política Nacional de Atenção Básica, entre outros, onde buscou-se representar a opinião dos estudantes e fortalecer o comprometimento da categoria na articulação, organização e presença nas lutas da população. Teve ENEN nas ruas, ao lado do povo, em uma só voz e firmes na luta contra as fomes do nosso Brasil e em defesa dos direitos. E teve, também, ENEN se posicionando e movimentando as redes sociais, como forma de compartilhamento de ideias e incentivo ao início de debates acerca de diferentes temas por todo o Brasil. Que recebamos o ano de 2018 certos de todas as temerosidades e ataques que nos cercarão, mas certos, também, de que não nos calarão e de que terá MUITA LUTA!

No dia 20 de novembro de 1695, morre o último líder do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo do período colonial, Zumbi. Tal data foi escolhida para a celebração do Dia da Consciência Negra, porém o genocídio contra o povo negro é perpetuado até os dias de hoje, principalmente da juventude negra e periférica. Segundo o Mapa da Violência, um homem negro tem até 12 vezes mais chances de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, sendo que 54% da população brasileira é de pessoas negras conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tal data serve como um lembrete da luta que deve ser travada contra o racismo estrutural que afeta a vida da população negra de diversas maneiras, seja pelo encarceramento em massa, pela desigualdade de oportunidades, exclusão social até repercussões na saúde. O racismo é uma doença social que deve ser encarada e não ter sua existência negada e invisibilizada, sendo obrigação de todas as pessoas, negras ou não negras, lutar contra um sistema que produz desigualdades baseadas na cor da pele das pessoas.

A ENEN considera a educação como um pilar essencial na construção de que tipo de sociedade que queremos ter. Portanto, devemos pressionar e lutar para que haja a inclusão da história da população e cultura negra nos currículos das escolas, a valorização da produção científica de autores e autoras negros nas universidades e o apoio às políticas de afirmação nas universidades e nos espaços fora dela destinados à população negra.

Desta forma, poderemos ter a representatividade do povo negro nos mais diversos espaços e aspectos, contribuindo para a luta contra o racismo e a opressão para o empoderamento das pessoas negras, mantendo-se resistente frente a um sistema racista perverso que as tenta matar de diversas maneiras.

Assim como diz a escritora Carolina Maria de Jesus no poema “Muitos fugiam ao me ver …”, ”

[…] quantas coisas eu quis fazer

Fui tolhida pelo preconceito

Se eu extinguir quero renascer

Num país que predomina o preto

 

Adeus! Adeus eu vou morrer!

E deixo esses versos ao meu país

Se é que temos o direito de renascer

Quero um lugar, onde o preto é feliz.”

IX RONEBAN 2017

Durante o período de 2 a 5 de novembro ocorreu em Porto de Galinhas – PE, na Escola Manuel Luís Cavalcante Uchôa, o IX RONEBAN. O RONEBAN é a junção de dois encontros do Movimento Estudantil de Nutrição (MEN), ROENEN e CONEBAN. A ROENEN corresponde a tomada de posse da nova gestão da ENEN eleita no Encontro Nacional de Estudantes de Nutrição (ENENUT), ocorrido em Palmas – TO este ano, sendo também um momento de reunião da gestão para distribuição nos Núcleos da ENEN e planejamento de ações durante a gestão. O CONEBAN corresponde a reunião de CA’s e DA’s, sendo um momento de compartilhamento de realidades, ações e desafios presentes em cada universidade e estado. O IX RONEBAN reuniu representantes do MEN de diversos estados do Brasil que juntos discutiram a atual conjuntura do país e o desmonte do SUS, com atenção para discussão ao mais novo retrocesso na saúde pública, correspondente a apresentação da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Além disso, ocorreu debates ricos a respeito da Soberania Alimentar dos povos e a Segurança Alimentar e Nutricional, e opressões. Todos os momentos do encontro representaram, mais uma vez, a desconstrução, construção e reconstrução do MEN, sendo, também, um encontro de fortalecimento e empoderamento das (os) estudantes presentes e do movimento estudantil. As (os) estudantes estão unidas (os) e comprometidas (os) a lutar por um Brasil sem fomes! Nenhum direito a menos a nossa população que tanto lutou e ainda luta por uma saúde pública de qualidade, ao acesso em quantidade e qualidade aos alimentos, pela DEMOCRACIA, pelo respeito e amor pelas e entre as pessoas! Seguimos em luta.

Nota de repúdio contra a violência e qualquer forma de opressão contra as mulheres, e em solidariedade a estudante Ingred Israel e todas as mulheres que sofrem de algum tipo de violência.

Nota de Repúdio ENEN

Na tarde do dia 20/04/2015 uma triste notícia abalou familiares, amigos e todos os/as estudantes de nutrição. A jovem Ingred de Cássia Israel de 28 anos, natural de Óbidos, formada em Biologia, e estudante da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi encontrada morta em sua residência em Belém.

Não é de hoje que nos deparamos com tristes notícias como esta, e cada vez mais é revoltante saber que ainda vivemos numa sociedade na qual a violência contra mulher – seja ela de natureza sexual, na desvalorização do trabalho e até mesmo da maternidade – ainda persiste. Esses atos violentos contra mulher são explicitados através da disparidade nas relações de gênero que evidenciam o constructo de uma sociedade machista e patriarcal, na qual a mulher é vista apenas como um objeto, e independente de sua (possível) fragilidade física em relação ao homem, a mesma acaba por sofrer violências física, emocional e psicológica, simplesmente por ser do sexo feminino. Mesmo com a Lei 11.340 de 07 de Agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha que ampara as mulheres, seja no campo ou na cidade, as opressões contra as mulheres continuam sendo uma realidade, parecendo não haver intimidação aos violentadores.

Dados do Relatório sobre o Peso Mundial da Violência Armada apontam que 66 mil mulheres morrem anualmente vítimas de homicídio doloso, ou seja, aquele com plena consciência do que se está fazendo. Segundo o Mapa da Violência de 2012, o Brasil ocupa a sétima posição no contexto dos 84 países do mundo com uma taxa de 4,4 homicídios em 100 mil mulheres. Nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país, sendo que na última década, de 2000 a 2010, esse número foi acima de 43,7 mil representando um aumento de 230% – mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país. O estado do Pará em 2010 ocupava a 3ª posição nacional com sua taxa de 45,9 homicídios, e esse ritmo só aumenta, sendo que na sua Região Metropolitana de 1999 a 2010 esse valor mais que sextuplicou, e o interior do estado também não ficou muito atrás com um crescimento de 228,2%.

A violência contra mulheres e meninas é uma grave violação dos direitos humanos resultante da opressão e marcada pela cultura do silêncio, atingindo todas as idades, classes e cor, no campo ou na cidade, esse direito é violado.

Há décadas a sociedade civil organizada, a exemplo dos movimentos de mulheres vem pondo em cheque este modelo de sociedade machista, patriarcal e lutando pelo fim da violência contra as mulheres. É nesse sentido, e em solidariedade aos movimentos sociais e principalmente à família e amigos de Ingred Israel e a todas as mulheres que são oprimidas diariamente, que a Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (ENEN) não se retira da luta contra qualquer tipo de opressão, preconceito e violência.

 

“Nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e homofobia!”

Coordenação Nacional da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição

Gestão 2014 – 2015

Em 21 de Abril de 2015.