Arquivo mensal: abril 2011

Moção da ABRASCO contra os agrotóxicos e pela vida

Padrão

MOÇÃO CONTRA O USO DOS AGROTÓXICOS E PELA VIDA*
V Congresso Brasileiro de Ciências Humanas e Sociais em Saúde

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo que
grande parte desses produtos já foram banidos por outros países. A
liberação comercial desses agrotóxicos implica em contaminação dos
ecossistemas, das matrizes hídricas, e atmosférica, produzindo sérios
problemas para a saúde no campo e nas cidades. Entidades nacionais
como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional vem
alertando a Presidência da República sobre essa questão. É urgente e
necessário um maior controle, por parte do Estado Brasileiro, no
registro de agrotóxicos e ao mesmo tempo dos produtos que não são
permitidos no país.

Estudos do campo da Saúde Coletiva evidenciam que o nível e a extensão
do uso dos agrotóxicos no Brasil está comprometendo a qualidade dos
alimentos e da água para o consumo humano. Neste contexto é importante
destacar que o direito a alimentação e nutrição adequada, de acordo
com a emenda constitucional 64/2010, está sendo violado. As práticas
de pulverização aérea desses biocidas contaminam grandes extensões
para além das áreas de aplicação, impactando toda a biodiversidade do
entorno, incluindo as águas de chuva.

Um caso recente e emblemático, sobre o papel da saúde coletiva para
evidenciar esses impactos, foi o estudo sobre contaminação de leite
materno com agrotóxicos no Mato Grosso. Os pesquisadores Wanderlei
Pignati e Danielly Cristina Palma, do Instituto de Saúde Coletiva da
Universidade Federal do Mato Grosso, conduziram uma importante
pesquisa, com impacto na midia nacional. Infelizmente, esses
sanitaristas vem sofrendo pressões de toda a ordem em função da
gravidade de seus achados. Isso remete a necessidade de uma reflexão
no âmbito da ABRASCO voltadas para a criação de mecanismos que garatam
proteção a cientistas que estão sendo ameaçados por grupos de
interesses comerciais, nesse caso o agronegócio.

A bancada ruralista e as corporações transnacionais, responsáveis pelo
agronegócio e pela indução e ampliação do pacote tecnológico
agrotóxicos-transgênicos-fertilizantes também fazem pressão constante
sobre os órgãos reguladores no sentido de flexibilizar a legislação.

A Via Campesina lançou com as organizações sociais, academia e
instituições de pesquisa, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos
e Pela Vida no dia 7 de abril de 2011 – Dia Mundial da Saúde. A
ABRASCO foi convocada para aderir a essa Campanha, conforme moção
aprovada no I Simposio Brasileiro de Saúde Ambiental, realizado em
Belem/PA, em dezembro de 2010.

Finalmente, a ABRASCO, reunida em seu V Congresso de Ciências Sociais
e Humanas em Saúde, vem alertar a população e as autoridades públicas
responsáveis para a necessidade de medidas emergenciais:

1.                 Proibir a pulverização aérea de agrotóxicos, tendo
em vista a grande e acelerada expansão desta forma de aplicação de
venenos, especialmente em áreas de monocultivos, expondo territórios e
populações cada vez maiores à contaminação com produtos tóxicos. Estas
operações, de questionável e improvável controle da deriva acidental e
técnica, vêm sendo realizadas a partir de legislação frágil e
precariamente fiscalizada, que fere o direito constitucional ao meio
ambiente sadio, e têm resultado em graves impactos sobre a saúde
humana e dos ecossistemas em geral, inclusive na produção de chuva
contaminada com agrotóxicos e na contaminação de aqüíferos.

2.                 Suspender as isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e
IPI concedidas aos agrotóxicos (respectivamente, através do Convênio
nº 100/97, Decreto nº 5.195/2004 e Decreto 6.006/2006), tendo em vista
seu caráter de estímulo ao consumo de produtos concebidos para serem
tóxicos biocidas, que se reflete certamente na colocação do Brasil
como maior consumidor mundial de agrotóxicos nos últimos 3 anos; e a
externalização para a sociedade dos custos impostos pelas medidas de
assistência e reparação de danos, além da recuperação de
compartimentos ambientais degradados e contaminados.

3.                 Elaborar e implementar um conjunto de Políticas
Públicas que viabilizem a superação do sistema do agronegócio e a
transição para o sistema da Agroecologia, inclusive no que diz
respeito ao financiamento, revertendo e resgatando a enorme dívida
social e ambiental induzida por políticas que, desde os anos 1970,
impõem o financiamento e a compra de agrotóxicos. Tais políticas devem
ser construídas em contexto participativo, a partir dos saberes
acumulados nas diversificadas experiências em curso da agricultura
familiar camponesa no Brasil e seus atores.

Modelodeatenção

Lançada campanha nacional permanente contra o uso de agrotóxicos

Padrão

Raquel Júnia – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio – EPSJV/Fiocruz

 Suco de frutas, verduras, legumes, cereais. Alimentação saudável? Nem sempre. Lançada nesta semana, no Dia Mundial da Saúde (7 de abril), a Campanha permanente contra o uso de agrotóxicos e pela vida pretende alertar que o veneno usado nos cultivos agrícolas brasileiros prejudica muito a saúde das pessoas e do meio ambiente.  De acordo com a organização da campanha, com os atuais níveis de utilização de agrotóxicos, cada brasileiro consome em média 5,2 kg de veneno por ano e o Brasil foi considerado em 2009, segundo o sindicato dos próprios produtores de defensivos agrícolas, o maior consumidor destas substâncias pelo segundo ano consecutivo. A campanha é organizada por mais de 20 entidades e movimentos sociais, que pretendem realizar atividades em todo o país para conscientizar sobre a necessidade de outro modelo de produção agrícola, sem utilização de veneno e baseado no respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, para aí, sim, produzir alimentos verdadeiramente saudáveis.

Suco de frutas, verduras, legumes, cereais. Alimentação saudável? Nem sempre. Lançada nesta semana, no Dia Mundial da Saúde (7 de abril), a Campanha permanente contra o uso de agrotóxicos e pela vida pretende alertar que o veneno usado nos cultivos agrícolas brasileiros prejudica muito a saúde das pessoas e do meio ambiente.  De acordo com a organização da campanha, com os atuais níveis de utilização de agrotóxicos, cada brasileiro consome em média 5,2 kg de veneno por ano e o Brasil foi considerado em 2009, segundo o sindicato dos próprios produtores de defensivos agrícolas, o maior consumidor destas substâncias pelo segundo ano consecutivo. A campanha é organizada por mais de 20 entidades e movimentos sociais, que pretendem realizar atividades em todo o país para conscientizar sobre a necessidade de outro modelo de produção agrícola, sem utilização de veneno e baseado no respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, para aí, sim, produzir alimentos verdadeiramente saudáveis.

A campanha escolheu o Dia Mundial da Saúde para lançar oficialmente as atividades.  Mas, mesmo antes da data, seminários, palestras e outros eventos tiveram como tema o prejuízo dos agrotóxicos à saúde.  Em Brasília, uma passeata contra o uso de agrotóxicos e em defesa do código florestal reuniu mais de duas mil pessoas. A atividade fez parte da Jornada contra o Uso de Agrotóxicos, em Defesa do Código Florestal e pela Reforma Agrária, realizada nos dias 6 e 7 de abril. O professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Fernando Carneiro, presente nas atividades da jornada, conta que os eventos foram lotados. Para ele, lançar a campanha no Dia Mundial da Saúde é muito simbólico. “Quando se fala de saúde da nossa população sempre se associa à fila de hospitais, mas hoje [7 de abril] foi uma manhã histórica porque estávamos discutindo verdadeiramente o conceito ampliado de saúde, discutindo o modelo agrícola brasileiro, o que este modelo tem gerado em termos de impacto às populações e as dificuldades do próprio sistema de saúde em notificar os problemas decorrentes do uso de agrotóxicos”, detalha.

O professor explica porque as lutas contra o uso de venenos na agricultura e em defesa do código florestal são convergentes. “A bancada ruralista quer alterar a legislação para liberalizar os agrotóxicos. No código florestal, vemos o mesmo movimento. E quem está por trás destas duas articulações é o próprio agronegócio: querem desmatar mais áreas e querem ter isenção de impostos para agrotóxicos. Além disso, os temas se relacionam porque à medida que se limita a proteção das nascentes com a mudança no código florestal, por outro lado, se facilita a contaminação da água pelos próprios agrotóxicos. Então, são temas com interação muito grande, que significam ameaça à biodiversidade, à qualidade da água, elementos vitais para o nosso país”, diz.

Para a coordenadora do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rosany Bochner, é necessário negar totalmente o uso dos agrotóxicos devido aos prejuízos que tem causado à saúde.  “É preciso deixar claro que o que queremos com a campanha não é usar produtos menos tóxicos, não é nada paliativo. Nós não queremos mais agrotóxicos de nenhuma forma. É uma mudança de filosofia, temos que partir para produzir diversidade. Vamos ter que comer diferente, que fazer muita coisa e não depende só do agricultor, depende também da população, porque do jeito que está não é possível mais ficar”, reforça. Rosany, que também é consultora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), participou, junto à EPSJV/Fiocruz e a Via Campesina, de um seminário na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) sobre os impactos dos agrotóxicos.

No dia 7 de abril, também foram realizadas atividades no Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe e Goiás. Em Limoeiro do Norte, no Ceará, nos dias 19 e 20 de abril, serão realizadas várias mobilizações contra o uso de agrotóxicos e em protesto pela impunidade do assassinato do líder comunitário José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, que denunciou os impactos dos agrotóxicos na região. No dia 21 de abril faz um ano que o agricultor foi assassinado próximo de casa e as investigações, até o momento, não apontaram os autores do crime.

Também no Dia Mundial da Saúde, na Câmara Federal, uma subcomissão especial criada para avaliar as conseqüências do uso de agrotóxicos para o país realizou uma audiência pública sobre o tema com a presença da Anvisa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), órgão favorável ao uso dos venenos nos cultivos. De acordo com a Agência Câmara, Anvisa e MPA divergiram radicalmente do representante da CNA. “Enquanto a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu a modernização do uso desses insumos, um representante da Anvisa e uma deputada apontaram os efeitos negativos para a saúde humana. Já o representante dos pequenos agricultores defendeu o fim do uso dos agrotóxicos”, informou a Agência Câmara.

Riscos à saúde

O material da campanha alerta que os agrotóxicos causam uma série de doenças como câncer, problemas hormonais, problema neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças de pele, problemas de rim, diarréia, entre outras. Recentemente, uma pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul detectou a presença de agrotóxicos no leite materno. “Diante de tantas evidências de problemas, não há mais o que discutir. Este leite envenenado é muito grave, não dá mais para ter meio termo. Sabemos que é uma luta de Davi contra Golias, porque são empresas extremamente poderosas [as empresas produtoras de agrotóxicos]. Mas eu queria saber se eles comem estes produtos cheios de agrotóxicos”, questiona Rosany.

Além da proibição definitiva do uso de venenos, a campanha afirma ainda que a saída para uma alimentação saudável e diversificada está no fortalecimento da agricultura familiar e camponesa. Para isso, propõe uma série de ações, como a reforma agrária para acabar com os latifúndios, o fim do desmatamento, a geração de trabalho e renda para a população rural, o uso de novas tecnologias para acabar com a utilização de agrotóxicos e a produção baseada na agroecologia .

De acordo com Rosany, a Anvisa está muito disposta a discutir o uso destes produtos tóxicos, entretanto, existe uma resistência de setores do próprio governo e do legislativo. “Tem uma bancada ruralista que quer liberar a todo custo os agrotóxicos”, pontua. A pesquisadora destaca também as dificuldades de informação sobre os riscos de agrotóxicos no sistema de saúde. “Não estamos acostumados a trabalhar com casos crônicos, as redes de saúde não conseguem relacionar os sintomas com a exposição aos agrotóxicos, dificilmente as pessoas fazem essa relação e isso dificulta muito na hora da discussão porque eles [os defensores do uso de agrotóxicos] falam que não temos evidências. Temos que fazer um esforço maior nisso, fazer um treinamento melhor nos serviços de saúde, mas é preciso investimento”, afirma.

Para Fernando Carneiro, o Ministério da Saúde ainda é muito omisso em relação ao enfrentamento do problema de identificação das intoxicações, tanto no campo da saúde do trabalhador, quanto da saúde ambiental. “Eu quero que o Ministério da Saúde faça campanha sobre os riscos dos agrotóxicos. Como faz com a campanha contra a Aids, pelo uso da camisinha. O Ministério poderia investir também para fazer cartilhas e difundir informações sobre os riscos dos agrotóxicos. Hoje, o único setor que faz propaganda é o próprio agronegócio, para fazer apologia ao uso”, alerta.

Tomate cultivado sem agrotóxico reduz os custos da produção, afirma pesquisa

Padrão

Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo
constatou que  o cultivo de tomates de forma agroecológica reduz em até 84%
os custos da produção. No estudo feito pelo engenheiro agrônomo Fábio
Leonardo Tomas, plantações de tomate sem agrotóxicos e aditivos químicos
foram comparadas a formas de cultivo convencionais – com o uso de pesticidas
e outros defensivos.

Os tomates produzidos de forma agroecológica tinham menos pragas e doenças,
pois eles foram plantados em meio à floresta preservada de Mata Atlântica,
que funcionou como um insumo agrícola natural. Isso dispensou o uso de
agrotóxicos, que encarecem o produto final em até 70%. O custo de manutenção
do pé de tomate orgânico foi de R$ 0,80. O que usou pesticidas saiu por R$
5.

Além dos custos, Tomas também analisou a produtividade e a rentabilidade.
Apesar da produtividade de tomate agroecológico ser menor do que a
convencional, ele atinge preços de mercado superiores e tem custos menores,
o que compensa sua produção, afirmou o pesquisador.

A região analisada foi a de Apiai, no interior de São Paulo, que tem a maior
produção de tomate de mesa do país. Segundo a pesquisa, o desmatamento fez
com que os produtores da região aumentassem a utilização de agrotóxicos, o
que causou a contaminação de vários trabalhadores rurais.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida 

Encontros Regionais dos Estudantes de Nutrição 2011

Padrão

O ERENUT é um evento que conta com a organização dos próprios alunos do curso de Nutrição, para debates e discussões sobre assuntos relacionados a esta área, porém com uma visão mais abrangente e pouco dita em sala de aula; o encontro ajuda também a termos uma clareza maior sobre o próprio curso que é inserido na universidade, o que deve ser melhorado e aprimorado em comparação às outras faculdades que estarão participando.

Enfim, é um grande encontro para que possamos saber o que está acontecendo em diversas faculdades com relação ao curso, sabermos das novidades pesquisadas e/ou comentada nestas instituições. É uma oportunidade única para a troca de experiências e conhecimentos, a fim de melhorar o ensino em nossa faculdade, e também em nosso país.

          O ERENUT N/NE ocorreu entre os dias 7 e 10 de Abril na Universidade Federal do Maranhão em São Luís – Maranhão .

  O ERENUT  SE terá sede em Ribeirão Preto e será realizado do dia 23 a 26 de junho de 2011, com o tema “Chegou hora de transFORMAR”. Contamos com a presença de todos os estudantes desta área!!

 O ERENUT Centro- Oeste ocorerá nos dias 20,21 e 22 de Maio na Universidade Federal de Goiás na cidade de Goiânia e terá como tema ” Vou me tornar nutricionista , para quê?”  e está sendo organizado pelo Centro Acadêmico Iara Barreto

O VII ERENUT SUL com o tema ” REprojetando a Cadeia Alimentar” está sendo organizado pelo Centro Acadêmico de Nutrição – UFSC e Encontro ocorrerá no período de 23 a 26 de junho 2011 na Universidade Federal Santa Catarina – Campus Trindade – Florianópolis – SC.

Convocatória

Mais informações será postada no blog da ENEN em Breve!!!


Veja o site dos encontros e da ENEN lá você poderá encontrar mais informações e a programação completa !!!!