03/12 – Dia Internacional da Luta Contra os agrotóxicos

 

20181203_233840_0001

Em 2008, o Brasil foi considerado o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Dados de 2014, demonstram que 914.220 toneladas de agrotóxicos foram vendidos no Brasil. Cada brasileiro consome em média 7,3 litros de agrotóxicos por ano.
O uso continuado de agrotóxicos e fertilizantes químicos desequilibram a fauna e a flora local, contaminam a água, e o solo fica contaminado por anos! O uso de máquinas pesadas torna o solo compactado, impedindo assim que a água penetre e possa alcançar as raízes das plantas. Assim, as plantas se tornam cada vez mais doentes, e o uso de adubos químicos e agrotóxicos se torna mais intenso, destruindo a natureza, que dá o troco: super populações de insetos, plantas resistentes, secas e enchentes.
As publicações mais recentes da Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que os agrotóxicos causam anualmente setenta mil intoxicações agudas e crônicas que evoluem para óbito.
Esses impactos são resultantes tanto da aplicação dos agrotóxicos, como do consumo dos alimentos em que eles são utilizados.
Apesar de tantos impactos pra saúde da população como cânceres, infertilidade, puberdade precoce, abortos, dentre outros, os grandes empresários querem renomear os agrotóxicos e chama-los de defensivos fitossanitários, nome bonito para mascarar a nocividade das substâncias que querem aprovar o uso (além das tantas já aprovadas). O agronegócio, além de um modelo químico dependente, torna o agricultor refém do uso de sementes transgênicas que só conseguem ser ferteis com o uso dos agrotóxicos vendidos coincidentemente pela mesma empresa, demonstrando um interesse capitalista nada preocupado com a saúde e o bem estar da população.
34 anos atrás acontecia o maior desastre químico do mundo em Bhopal na Índia, onde 8 mil pessoas morreram em três dias e mais de 150 mil foram intoxicados por agrotóxicos.
Não relembrar o passado é estar condenado a repeti-lo, por isso nesta data é lembrada como “O DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA OS AGROTÓXICOS” para que a tragédia de Bophal não se repita.
A humanidade já desenvolveu ao longo de sua história práticas de produção alternativa que não necessitam de agrotóxicos e são altamente produtivas. Não só é possível produzir alimentos sem agrotóxico, como é extremamente necessário. A agroecologia que busca o plantio e cultivo de alimentos saudáveis e sem impactos ambientais, se mostra a melhor alternativa, há diversas formas de se evitar plantas, pragas e insetos indesejados no plantio, produzindo alimentos com excelente qualidade. O campo e a cidade precisam se unir para exigir comida saudável na mesa de todos desse país, e para isso devemos incentivar a produção agroecológica de alimentos.
É importante lutarmos por uma comida livre de veneno, assim evitaremos mais danos a nossa sociedade e ao meio ambiente.

Nota de repúdio – PL 10.981/2018

IMG-20181122-WA0055

Nota de repúdio – PL 10.981/2018

A Executiva Nacional de Estudantes de Nutrição (ENEN) como entidade estudantil que se propõe a representar estudantes de cursos superiores de Nutrição de todo o Brasil e que tem entre suas bandeiras e princípios a defesa da saúde enquanto pública, gratuita, de qualidade e de acesso universal, repudia veementemente a PL 10.981/2018 de autoria do Deputado Federal Roberto de Lucena (PODEMOS/SP) que propõe a alteração na Lei Nº8.234 que regulamenta a profissão de Nutricionista e restringe a prescrição dietética e a orientação nutricional como atividade desta categoria. Tal projeto é oposto à saúde interdisciplinar e multiprofissional, desrespeitando e se apropriando da área de atuação de outro profissional que foi amplamente capacitado em sua graduação para atuar na alimentação e nutrição em todas as fases da vida.
O curso de Medicina tem como objetivo tratar das doenças e, sob os aspectos fisiológicos, psicológicos e neurológicos, das pessoas doentes, prestando, portanto, “serviços especializados à comunidade” nas áreas desses saberes (Lei n° 9.394, art. 43, VI). No entanto, ao analisar as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina do Brasil, nota-se o despreparo e a falta de interesse e preocupação com questões concernentes à alimentação e nutrição da população. A prescrição dietoterápica não está inserida na formação acadêmica dos médicos, logo, não é da competência deste profissional exercer esta função. Não é do entendimento destes profissionais a alimentação individual e coletiva tanto em situações de indivíduos sadios, como enfermos.
“É função da/do nutricionista promover, manter e/ou recuperar o estado nutricional de indivíduos; prescrever dietas e suplementos dietéticos para indivíduos sadios e enfermos; aplicar conhecimento no aproveitamento dos alimentos pelo organismo humano; atuar em equipes de terapia nutricional; diagnosticar e acompanhar o estado nutricional, prescrever dietas e suplementos dietéticos para indivíduos sadios e enfermos; realizar diagnósticos e intervenções na área de alimentação e Nutrição; controle de qualidade dos alimentos; dentre outros” (CFN, 2016). Ou seja, quando se trata de Alimentação e Nutrição a/o profissional capacitada/o é a/o Nutricionista.

Alimentação é com Nutricionista!

Nutrição é com Nutricionista!

20 de Novembro – Consciência Negra

20181120_183125_0001.png

“Quem te ensinou a odiar a textura do seu cabelo? Quem te ensinou a odiar a cor da sua pele de tal forma que você passa alvejante para ficar como o homem branco? Quem te ensinou a odiar a forma do nariz e a forma dos seus lábios? Quem te ensinou a se odiar do topo da cabeça para a sola dos pés? Quem te ensinou a odiar pessoas que são como você? Quem te ensinou a odiar a raça que você pertence, tanto assim que você não quer estar entre outros como você?” – Malcolm X

Desde a abolição da escravatura, a população negra vem sendo punida e excluída da sociedade, pois não houve uma ruptura ideológica com o racismo que imperava e que ainda impera no Brasil. O mito da democracia racial vem retroalimentando o racismo estrutural e institucional em nossa sociedade, ao passo que nega sua existência sobre a premissa de “Somos todos negros. Somos todos iguais” impunindo um discurso de opressão racista.

Segundo o Mapa da Violência, um homem negro tem até 12 vezes mais chances de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, sendo que 54% da população brasileira é de pessoas negras conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também são trazidas estatísticas quanto a representação negra na mídia: em 2017, apenas 21% de mulheres em comerciais eram negras, e entre homens 87% dos protagonistas eram brancos. No ensino superior brasileiro, em 2015 somente 12,8% dos estudantes – entre 18 e 24 anos – eram negros, enquanto cerca de 64% da população carcerária é negra. Salvador, Bahia, é a capital mais negra do Brasil e onde está maior desigualdade salarial entre brancos e pretos.

Seja pelo encarceramento em massa, pela desigualdade de oportunidades, exclusão social, desvalorização da estética, apagamento da história ancestral negra até repercussões na saúde desta população, o racismo estrutural vem tolhendo a vida de brasileiros negros e negras.
No dia 20 de novembro de 1695, morre o último líder do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo do período colonial, Zumbi e até o dia de hoje esta data nos é um lembrete que a luta antirracista é urgente e responsabilidade de todos e todas nós, não devendo ter sua existência negada ou relativizada, o racismo deve ser escancarado e combatido.

LUTA. LUTO. De Dandaras a Marielles. Ao invés de 1 minuto de silêncio, uma vida de gritos, de garra, de batalhas, de conquistas e de perdas. Mulheres que lutaram e ainda continuam lutando contra as fomeS e nos inspiram a continuar lutando. Marielle Francisco da Silva. MULHER. NEGRA. LÉSBICA. PERIFÉRICA. ENGAJADA… ASSASSINADA. Sementes, frutos de Marielle estão por aí a ecoar, continuando sua luta, pois como já disse Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”.

Carolina Maria de Jesus, escritora negra, nos alerta em “Quarto de despejo” a 60 anos atrás o que nos aterroriza nos dias atuais:

“A democracia está perdendo os seus adeptos. No nosso país tudo está enfraquecendo. O dinheiro é fraco. A democracia é fraca e os políticos fraquíssimos. E tudo que está fraco, morre um dia… Os políticos sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê o seu povo oprimido”

Mestre Moa do Katendê, capoeirista negro, militante, compositor, percussionista, artesão e educador, assassinado com doze facadas pelas costas após o primeiro turno das eleições gerais de 2018, assassinato este motivado por uma divergência política. Mestre Moa foi assassinado porque não apoiava um candidato que já foi denunciado por suas declarações racistas.
As facadas de um fanático foram motivadas pelo racismo institucional que permite que nada aconteça a um candidato à presidência, posteriormente eleito presidente, que tem o racismo entranhado em seu discurso, inclusive elogiado pela Ku Klux Klan, movimento de supremacia branca. Não se poderia passar por este 20 de Novembro de 2018 sem pensar que um homem branco continua sendo protegido por um sistema racista.

A ENEN considera a educação com um pilar essencial para a construção de uma sociedade engajada na luta antirracista, responsabilidade de negros e não negros. Por isso, nós lutamos e pressionamos para que nós currículos escolares sejam incluídas a cultura e a história africana, além de reafirmar a importância e necessidade das políticas de afirmação e reparação histórica, a valorização da produção científica de autores e autoras africanos e afrodescendentes e a importância e necessidade das políticas de afirmação e reparação histórica da população negra nas universidades.

Desta forma, poderemos ter a representatividade do povo negro nos mais diversos espaços e aspectos, contribuindo para a luta contra o racismo e continuando resistente frente a um sistema racista perverso que as tenta matar de diversas maneiras desde que o povo africano foi sequestrado e trazido a força para este país.

Todo apoio ao Movimento Negro que está na linha de frente na luta antirracista!

“Sou negro/ meus avós foram queimados/ pelo sol da África/ minh`alma recebeu o batismo dos tambores/atabaques, gongôs e agogôs/Contaram-me que meus avós/ vieram de Loanda/ como mercadoria de baixo preço/ plantaram cana pro senhor de engenho novo/ e fundaram o primeiro Maracatu […] Na minh`alma ficou/ o samba/ o batuque/ o bamboleio/ e o desejo de libertação” – Solano Trindade.

É com muito orgulho que divulgamos o VIII Encontro Regional dos Estudantes de Nutrição – ERENUT Sul. O evento é organizado pela Executiva Nacional de Estudantes de Nutrição – ENEN, com apoio dos diretórios acadêmicos e estudantes, a fim de debater amplamente sobre o presente e o futuro da profissão e da educação na área de Nutrição na região sul do Brasil.

Em breve, mais informações sobre as inscrições.

Segue e curte a página! https://www.facebook.com/erenutsul2018/

A Federação Nacional dos Nutricionistas (FNN) convoca os nutricionistas a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que ocorrerá no dia 24 de janeiro (quarta-feira), no auditório Élido Bonomo, na sede do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN9).

A participação dos profissionais é muito importante, pois durante o evento serão discutidos assuntos referentes ao movimento sindical mineiro, principalmente diante do cenário atual sobre a fragilidade do trabalhador nas relações contratuais, como também as alterações na Justição do Trabalho.

O evento conta com o apoio do CRN9, que está localizado na Rua Maranhão, 310, 3º andar, Santa Efigênia.

RETROSPECTIVA ENEN – 2017

E hoje fechamos mais um ciclo, mais um ano que se encerra. Em 2017, a ENEN pôde, mais uma vez, juntamente de todos os ca’s e da’s do movimento estudantil de nutrição (MEN) garantir os encontros estudantis, como o ERENUT N/NE que ocorreu esse ano em Fortaleza – CE, o ERENUT SE ocorrido em Botucatu – SP, o ENENUT que foi realizado em Palmas – TO e o RONEBAN que fechou os encontros do ano e ocorreu em Porto de Galinhas – PE. Os encontros, mais uma vez, proporcionaram excelentes e importantes debates, fortalecerem o MEN, reuniram diversos estados promovendo o compartilhamento de diversas realidades e opiniões nos espaços, além do compartilhamento de vivências e incentivo ao início de novas. A ENEN também se fez presente em muitos espaços, como, por exemplo, o III Encontro Nacional de Formação Profissional, o 7º Encontro Nacional Contra a Privatização do SUS e espaços de discussão a respeito da Nova Política Nacional de Atenção Básica, entre outros, onde buscou-se representar a opinião dos estudantes e fortalecer o comprometimento da categoria na articulação, organização e presença nas lutas da população. Teve ENEN nas ruas, ao lado do povo, em uma só voz e firmes na luta contra as fomes do nosso Brasil e em defesa dos direitos. E teve, também, ENEN se posicionando e movimentando as redes sociais, como forma de compartilhamento de ideias e incentivo ao início de debates acerca de diferentes temas por todo o Brasil. Que recebamos o ano de 2018 certos de todas as temerosidades e ataques que nos cercarão, mas certos, também, de que não nos calarão e de que terá MUITA LUTA!