No dia 20 de novembro de 1695, morre o último líder do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo do período colonial, Zumbi. Tal data foi escolhida para a celebração do Dia da Consciência Negra, porém o genocídio contra o povo negro é perpetuado até os dias de hoje, principalmente da juventude negra e periférica. Segundo o Mapa da Violência, um homem negro tem até 12 vezes mais chances de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, sendo que 54% da população brasileira é de pessoas negras conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tal data serve como um lembrete da luta que deve ser travada contra o racismo estrutural que afeta a vida da população negra de diversas maneiras, seja pelo encarceramento em massa, pela desigualdade de oportunidades, exclusão social até repercussões na saúde. O racismo é uma doença social que deve ser encarada e não ter sua existência negada e invisibilizada, sendo obrigação de todas as pessoas, negras ou não negras, lutar contra um sistema que produz desigualdades baseadas na cor da pele das pessoas.

A ENEN considera a educação como um pilar essencial na construção de que tipo de sociedade que queremos ter. Portanto, devemos pressionar e lutar para que haja a inclusão da história da população e cultura negra nos currículos das escolas, a valorização da produção científica de autores e autoras negros nas universidades e o apoio às políticas de afirmação nas universidades e nos espaços fora dela destinados à população negra.

Desta forma, poderemos ter a representatividade do povo negro nos mais diversos espaços e aspectos, contribuindo para a luta contra o racismo e a opressão para o empoderamento das pessoas negras, mantendo-se resistente frente a um sistema racista perverso que as tenta matar de diversas maneiras.

Assim como diz a escritora Carolina Maria de Jesus no poema “Muitos fugiam ao me ver …”, ”

[…] quantas coisas eu quis fazer

Fui tolhida pelo preconceito

Se eu extinguir quero renascer

Num país que predomina o preto

 

Adeus! Adeus eu vou morrer!

E deixo esses versos ao meu país

Se é que temos o direito de renascer

Quero um lugar, onde o preto é feliz.”

Anúncios

IX RONEBAN 2017

Durante o período de 2 a 5 de novembro ocorreu em Porto de Galinhas – PE, na Escola Manuel Luís Cavalcante Uchôa, o IX RONEBAN. O RONEBAN é a junção de dois encontros do Movimento Estudantil de Nutrição (MEN), ROENEN e CONEBAN. A ROENEN corresponde a tomada de posse da nova gestão da ENEN eleita no Encontro Nacional de Estudantes de Nutrição (ENENUT), ocorrido em Palmas – TO este ano, sendo também um momento de reunião da gestão para distribuição nos Núcleos da ENEN e planejamento de ações durante a gestão. O CONEBAN corresponde a reunião de CA’s e DA’s, sendo um momento de compartilhamento de realidades, ações e desafios presentes em cada universidade e estado. O IX RONEBAN reuniu representantes do MEN de diversos estados do Brasil que juntos discutiram a atual conjuntura do país e o desmonte do SUS, com atenção para discussão ao mais novo retrocesso na saúde pública, correspondente a apresentação da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Além disso, ocorreu debates ricos a respeito da Soberania Alimentar dos povos e a Segurança Alimentar e Nutricional, e opressões. Todos os momentos do encontro representaram, mais uma vez, a desconstrução, construção e reconstrução do MEN, sendo, também, um encontro de fortalecimento e empoderamento das (os) estudantes presentes e do movimento estudantil. As (os) estudantes estão unidas (os) e comprometidas (os) a lutar por um Brasil sem fomes! Nenhum direito a menos a nossa população que tanto lutou e ainda luta por uma saúde pública de qualidade, ao acesso em quantidade e qualidade aos alimentos, pela DEMOCRACIA, pelo respeito e amor pelas e entre as pessoas! Seguimos em luta.

Nota de repúdio contra a violência e qualquer forma de opressão contra as mulheres, e em solidariedade a estudante Ingred Israel e todas as mulheres que sofrem de algum tipo de violência.

Nota de Repúdio ENEN

Na tarde do dia 20/04/2015 uma triste notícia abalou familiares, amigos e todos os/as estudantes de nutrição. A jovem Ingred de Cássia Israel de 28 anos, natural de Óbidos, formada em Biologia, e estudante da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi encontrada morta em sua residência em Belém.

Não é de hoje que nos deparamos com tristes notícias como esta, e cada vez mais é revoltante saber que ainda vivemos numa sociedade na qual a violência contra mulher – seja ela de natureza sexual, na desvalorização do trabalho e até mesmo da maternidade – ainda persiste. Esses atos violentos contra mulher são explicitados através da disparidade nas relações de gênero que evidenciam o constructo de uma sociedade machista e patriarcal, na qual a mulher é vista apenas como um objeto, e independente de sua (possível) fragilidade física em relação ao homem, a mesma acaba por sofrer violências física, emocional e psicológica, simplesmente por ser do sexo feminino. Mesmo com a Lei 11.340 de 07 de Agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha que ampara as mulheres, seja no campo ou na cidade, as opressões contra as mulheres continuam sendo uma realidade, parecendo não haver intimidação aos violentadores.

Dados do Relatório sobre o Peso Mundial da Violência Armada apontam que 66 mil mulheres morrem anualmente vítimas de homicídio doloso, ou seja, aquele com plena consciência do que se está fazendo. Segundo o Mapa da Violência de 2012, o Brasil ocupa a sétima posição no contexto dos 84 países do mundo com uma taxa de 4,4 homicídios em 100 mil mulheres. Nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país, sendo que na última década, de 2000 a 2010, esse número foi acima de 43,7 mil representando um aumento de 230% – mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país. O estado do Pará em 2010 ocupava a 3ª posição nacional com sua taxa de 45,9 homicídios, e esse ritmo só aumenta, sendo que na sua Região Metropolitana de 1999 a 2010 esse valor mais que sextuplicou, e o interior do estado também não ficou muito atrás com um crescimento de 228,2%.

A violência contra mulheres e meninas é uma grave violação dos direitos humanos resultante da opressão e marcada pela cultura do silêncio, atingindo todas as idades, classes e cor, no campo ou na cidade, esse direito é violado.

Há décadas a sociedade civil organizada, a exemplo dos movimentos de mulheres vem pondo em cheque este modelo de sociedade machista, patriarcal e lutando pelo fim da violência contra as mulheres. É nesse sentido, e em solidariedade aos movimentos sociais e principalmente à família e amigos de Ingred Israel e a todas as mulheres que são oprimidas diariamente, que a Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (ENEN) não se retira da luta contra qualquer tipo de opressão, preconceito e violência.

 

“Nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e homofobia!”

Coordenação Nacional da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição

Gestão 2014 – 2015

Em 21 de Abril de 2015.

ESTÁ CHEGANDO O XXXI ENENUT !!!

Olá Nuts!

Como continuidade no processo de crescimento e fortalecimento do MEN (Movimento Estudantil de Nutrição), será realizado entre os dias 3 e 9 de agosto, na cidade de Belém do Pará, o XXXI Encontro Nacional de Estudantes de Nutrição (ENENUT) com a finalidade de articular os estudantes de nutrição do Brasil acerca de sua formação profissional e dos assuntos sociais que hoje emergem na sociedade brasileira.

O ENENUT é o forum de instância máxima de deliberação do Movimento Estudantil de Nutrição (MEN) que acontece ininterruptamente todos os anos, desde 1983. Com a  necessidade de aprofundar e fomentar o debate acerca da nossa formação profissional e de toda atual  conjuntura política, social e econômica do país, além de aprofundar  o debate sobre o Sistema Único de Saúde, das políticas sociais de combate à fome e a miséria, sobre a Soberania Alimentar dos Povos com o foco do profissional Nutricionista, neste ano o ENENUT tem como tema central “Nutrição em Foco: Universidade e Sociedade no processo de formação.”

Então, não fique de fora!  Procure o C.A /D.A do seu curso e se organize!

PARA MAIS INFORMAÇÕES:

Facebook: https://www.facebook.com/enenutpa2014?fref=ts

Site: http://enenutpa.wix.com/enenutpa2014

 

A nova lei do Uruguai: “Adiós a los alfajores y gaseosas en las escuelas”

 “A partir de marzo, las cantinas de las escuelas y liceos no tendrán más bebidas cola, snacks, alfajores, ni otros alimentos considerados dañinos para la salud. En el marco de la ley N° 19.140, el Ministerio de Salud Pública de Uruguay instará a vender solo comida y bebida saludable.”

11561_737405406271902_754556577_n

             Um passo importante para a promoção de hábitos alimentares saudáveis no Uruguai foi conseguido!

             Á semelhança de conquistas no Brasil, com o Programa Nacional de Alimentação Escolar, nosso vizinho avança na construção de uma sociedade mais saudável e que não coloca os interesses de mercado acima do ser humano. Entretanto, há grandes desafios a se enfrentar, tanto no Brasil como no Uruguai. Neste, a busca por estratégias que limitem a interferência do comércio de alimentos de baixo valor nutricional próximos às escolas. Naquele, a “flexibilidade da Lei nº 11.947/2009 permite que alimentos não tão saudáveis componham as refeições escolares, desde que respeitem os aspectos culturais, a vocação agrícola da região, a compra mínima da agricultura familiar e as restrições permitidas dentro dos limites pré-estabelecidos”.[3]

[1]http://archivo.presidencia.gub.uy/…/2013/10/mec_1048.pdf
[2] http://www.elpais.com.uy/…/adios-alfajores-gaseosas…
[3] Teo, CRPA; Monteiro, CA; Marco legal do Programa Nacional de Alimentação Escolar: uma releitura para alinhar propósitos e práticas na aquisição de alimentos; Rev. Nutr., Campinas, 25(5):657-668, set./out., 2012
[4] Brasil. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola. Diário Oficial da União. 2009 17 jun; p.2.

Segundo “pesquisas”, a Obesidade pode estar relacionada com o Bolsa Família… Mentira!

A alguns dias foi divulgada uma pesquisa, através da Globo News, que quase 1 bilhão de pessoas estão acima do peso em países em desenvolvimento e um dos motivos atribuídos  nada mais é do que a ascensão social da população através de programas governamentais, como o bolsa família.

Continue lendo “Segundo “pesquisas”, a Obesidade pode estar relacionada com o Bolsa Família… Mentira!”

NOTA DE REPÚDIO A EBSERH

NOTA DE REPÚDIO À EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES

Ebserh_01

A Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição aqui vem manifestar a sua posição contrária à implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) nos Hospitais Universitários e em qualquer outro Hospital-escola do país. Uma vez que considera que a EBSERH representa um retrocesso no fortalecimento dos serviços públicos sob o controle estatal, pois evidencia, mais uma vez, o debate acerca da concepção de Estado.
É de fundamental importância a oferta dos serviços prestados, de forma gratuita e de qualidade, na área da saúde e da educação pela Universidade no cumprimento de seu papel com vistas ao fortalecimento do Estado Brasileiro, e que estes serviços, como bens sociais, não devem ser mercantilizados.
Considerando que a precarização, resultante do processo de terceirização, é um mal para o serviço público, por se constituir, na maioria, um canal de corrupção, clientelismo, nepotismo e de baixa qualidade nos serviços públicos prestados à população.
Com a criação da EBSERH, o capital continuará vindo diretamente do Tesouro, mas as demais fontes continuarão sendo financiadas, inclusive com recursos do SUS, ficando evidente que a origem dos recursos continuará sendo a mesma: recursos públicos disponibilizados para o setor privado.
A autonomia universitária, também ficaria seriamente comprometida sob essa forma de gestão, quebrando o princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e a verdadeira natureza dos Hospitais Universitários, que se limitariam, sob os ditames e gerenciamento da nova Empresa, a prestar serviços de assistência à saúde, conforme pactos e metas de contratualização.
A sociedade precisa, mais uma vez, estar ciente deste debate e, mais ainda, os trabalhadores das Fundações que poderão ser enganados neste processo, pois a substituição das Fundações pela EBSERH não garante a transferência dos trabalhadores para a nova empresa.
Vamos dizer não à implantação da EBSERH nos Hospitais Universitários do Brasil! Diferente do que se afirma, a EBSERH não pode ser vista como uma “imposição” legal ou como única possibilidade de sobrevivência dos HUs. Ao contrário, esses hospitais já estão consolidados como Centros de Excelência, nos campos de Ensino, Pesquisa, Extensão e Assistência, têm dotação orçamentária garantida por Lei e mantêm contratos de prestação de Assistência em Saúde, nos níveis de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em várias áreas estratégicas desse Sistema. Portanto, servem diretamente a sociedade brasileira. 

Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição
ENEN 2013-2014

 

 

contra.ebserh